Nomes dos novos pinguins da Sabina são escolhidos

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 Eleição pela Internet recebeu 4.170 votos; Flor e Amendoim foram os preferidos do público

Santo André, 28 de abril de 2017 - Flor e Amendoim. Estes são os nomes escolhidos pelo público da Sabina Escola Parque do Conhecimento para o casal de pinguins-de-magalhães nascido no final do ano passado no pinguinário. Para batizar os novos moradores, foi realizada uma votação por meio da internet, que começou no dia 8 de abril, quando a Sabina foi reinaugurada depois de ter ficado três meses fechada para reestruturação. Até o dia 25 de abril, Dia Internacional do Pinguim, último dia para a participação, foram contabilizados 4.170 votos.

O público pôde escolher entre três nomes femininos e três nomes masculinos sugeridos por funcionários e parceiros da Sabina Escola Parque do Conhecimento. OS nomes para os machos eram Juanito, Amendoim e Sardinha, e para a fêmea as sugestões foram Flor, Carol e Manjuba. Tanto a campeã Flor quanto o vencedor Amendoim receberam cerca de 44% do total de votos.

Em dezembro de 2016 nasceram quatro pingüins na Sabina: três machos e uma fêmea. Foi o ano com maior número de nascimentos no pinguinário. “Isso é uma prova de que o nosso espaço oferece uma qualidade de vida muito boa para os animais, significa que estão muito bem adaptados”, explicou a bióloga Catherina Bartalini. Ao todo, oito pinguins já nasceram no recinto da Sabina, desde 2014. O espaço tem capacidade para 28 animais.

Os outros dois novos moradores do espaço tiveram seus nomes escolhidos pelos veterinários e biólogos que cuidam dos animais. São o Castanha e o Tibi. “Muitos nomes acabam surgindo baseados na personalidade dos pingüins ou em características físicas, como a Magali, que come muito, e o Zorro, que nasceu com um tipo de máscara preta, bem marcada, em volta dos olhos”, contou a bióloga.

 

Como é - O pinguinário possui um tanque de água salgada com capacidade para 110 mil litros e 33 m² de parte seca. O tanque de água salgada conta com sistema de filtragem apropriado para a manutenção da qualidade da água e seus parâmetros físico-químicos, necessários para a saúde dos animais, bem como para a boa visualização pelos visitantes.

O local tem cenografia, que simula o ambiente natural da Patagônia, local de origem dos pinguins, visando a criação de um ambiente educativo e saudável para os animais.

Os visores são compostos por peças de vidro especial que permitem a perfeita visualização dos animais, sem comprometer a área de fuga prevista pela legislação.

O espaço tem cobertura de vidro que permite a visualização dos pinguins a partir do estacionamento e do primeiro andar do prédio, e foi projetado seguindo a Instrução Normativa Ibama N° 4 de 2002.

Espécie - Os pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) são aves marinhas com o corpo adaptado para viverem na água. Não voam, e têm suas asas modificadas em nadadeiras. São animais com aproximadamente 70 cm de altura e cerca de 5 kg. Apresentam uma plumagem preta no dorso e branca no ventre e pescoço, bem distintas após a primeira troca de penas, que ocorre quando eles completam um ano.

Esta espécie de pinguim vive em uma zona de clima temperado, podendo sofrer variações na temperatura do ambiente de 7 a 35 °C, sendo encontrada na Patagônia argentina e chilena, formando grandes colônias, chamadas de “Pinguineiras”.

É uma espécie que possui dois períodos de vida distintos. Um deles é a época reprodutiva nos meses de setembro a março, em que se formam casais monogâmicos. A fêmea coloca dois ovos em ninhos construídos em tocas ou aos pés das árvores, que são chocados por 40 dias. O casal divide o cuidado parental como a incubação e os primeiros cuidados com os filhotes por aproximadamente 2 meses. O outro período é a época não reprodutiva, entre os meses de abril e setembro, quando os pinguins passam a maior parte do tempo na água, geralmente se alimentando.


No período não reprodutivo, as aves saem em busca de alimento se aventurando por distâncias mais longas, podendo chegar ao nosso litoral sudeste, buscando peixes, lulas e pequenos crustáceos. Normalmente nadam em grupos de 20 ou mais indivíduos. É nesta ocasião que eles são encontrados, muitas vezes fracos, debilitados e necessitando de cuidados. Estes animais são encaminhados a Centros de Reabilitação de Animais Marinhos, e após estabilizados são levados para instituições que possam utilizá-los como forma de Educação Ambiental e pesquisa para melhor conhecimento da espécie.

 

Serviço:

Sabina Escola Parque do Conhecimento

Endereço: Rua Juquiá, s/nº, Vila Eldízia (entrada na altura do nº 135)

Horário: Sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30. As sessões do Planetário são às 11h e às 15h.

Ingressos: Grátis para alunos e professores das escolas municipais de Santo André, para crianças menores de 5 anos e pessoas com deficiência. Demais visitantes: R$ 20, com meia-entrada para estudantes, professores, servidores públicos andreenses, aposentados e idosos acima de 65 anos. Interessados em assistir a uma das sessões do Planetário e Teatro Digital de Santo André - Johannes Kepler pagam R$ 30, a inteira, com direito a passeio por toda a Sabina.

Estacionamento:  Gratuito, sujeito à disponibilidade de vagas

Mais informações pelo telefone 4422-2000.


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